Quem leciona em escola sabe como é ter que avaliar os alunos, cada etapa tem que ser avaliada por meio de provas e trabalhos. O que acontece é que avaliação em artes é um pouco diferente da avaliação em outras matérias. Nós, arte educadores lidamos com o subjetivo ao mesmo tempo que lidamos com o conhecimento palpável.

Mas, qual seria a melhor forma de avaliar os alunos sem que eles deixem de dar valor a matéria?

Bom, em meus anos de experiência, já testei muita coisa.

Este ano estou trabalhando com quatro formas de avaliação: portfólio artístico, exposição de arte, auto avaliação (comportamento, que influencia muito do desenvolvimento dos trabalhos artísticos em sala de aula) e a velha e temida prova.

No portfólio , que é a coletânea de todos os trabalhos feitos durante a etapa juntamente com um texto, trabalho a avaliação do processo criativo. É uma boa maneira de fazer com que os alunos pensem nas próprias criações e deixem de fazer trabalhos por fazer.

Como diz Marisa Szpigel, ”

“Não basta examinar os produtos finais dos alunos. É preciso avaliar o processo de criação e ajudar a turma a refletir sobre isso.”*

Na exposição de arte (exposição dos trabalhos desenvolvidos em um espaço da escola), é possível avaliar a expressão dos alunos, além de trabalhar a fruição de obra artística,. Assim como no Portfólio, como o trabalho será visto por mais pessoas, a tendência é que o aluno faça os trabalhos com maior cuidado.

Na Auto avaliação coloco perguntas que dizem respeito aos combinados feitos no início do ano, assim como perguntas referentes ao dia a dia escolar como o zelo com o caderno, a responsabilidade em trazer o material e fazer as atividades. A ideia é fazer com que o próprio aluno seja capaz de pensar em seu comportamento e traçar trajetórias que o façam ser uma pessoa melhor, que busque seus sonhos.

Na prova escrita avalio os conhecimentos em história da arte que foram trabalhados em sala de aula e que foram a base para a criação dos trabalhos criativos. Afinal a criação em arte mistura o fazer e o pensar*. O pensar pode ser introduzido com a historia da arte e conversas a respeito de uma leitura de obra de arte.

Não devemos avaliar o bonitinho, o mais importante é o processo, a expressão.

 

Bibliografia:

  • *1 *2 trecho retirado do texto: Instrumentos para a avaliação processual em Arte de Marisa Szpigel.
  • http://revistaescola.abril.com.br/formacao/palavra-de-especialista-instrumentos-avaliacao-processual-arte-780978.shtml?page=0 (acesso dia 31/03/2015)